Crianças com TDAH: como a nutrição e a suplementação podem transformar o foco e o rendimento escolar 

14 de março de 2026

Descubra como nutrientes como ômega-3, vitamina D, magnésio, NAC e glicina podem contribuir para a concentração, a memória e o equilíbrio emocional de crianças com TDAH. 

 O TDAH é um transtorno que afeta diretamente a atenção, o controle de impulsos e a organização, impactando o desempenho escolar e a rotina familiar. Além do tratamento médico e psicológico, a nutrição tem ganhado espaço importante como aliada no cuidado dessas crianças. Pesquisas recentes mostram que nutrientes específicos podem ajudar a equilibrar a função cerebral, favorecer a concentração e melhorar o comportamento, quando usados de forma adequada e acompanhada por profissionais. 

Entre os suplementos mais estudados está o ômega-3, um tipo de gordura essencial que participa da formação das membranas neuronais e da comunicação entre as células do cérebro. Crianças com TDAH costumam apresentar níveis mais baixos de ômega-3, e estudos mostram que sua suplementação pode contribuir para uma melhora leve, mas significativa, na atenção e no controle da impulsividade. 

Outro nutriente fundamental é a vitamina D, conhecida pelo papel no sistema imunológico, mas que também atua na regulação de neurotransmissores como dopamina e serotonina, ambos envolvidos na atenção e na motivação. Baixos níveis dessa vitamina têm sido associados a piores sintomas de desatenção e maior irritabilidade, e a reposição adequada pode ajudar na estabilidade emocional e na clareza mental. 

O magnésio também merece destaque: ele participa de mais de 300 reações no corpo, inclusive da transmissão nervosa e da modulação do estresse. Em crianças com TDAH, o magnésio pode auxiliar na regulação da ansiedade, da irritabilidade e da qualidade do sono, fatores que afetam diretamente o foco e o aprendizado. 

Nos últimos anos, a ciência também tem voltado os olhos para compostos como o N-acetilcisteína (NAC), um poderoso antioxidante que ajuda a reduzir a inflamação cerebral e o estresse oxidativo, ambos relacionados ao TDAH. Alguns estudos sugerem que o NAC pode melhorar a cognição e o controle comportamental, agindo de forma complementar ao tratamento tradicional. 

Por fim, a glicina, um aminoácido envolvido na produção de neurotransmissores inibitórios, tem sido estudada pelo seu potencial em modular a excitabilidade neuronal e favorecer o relaxamento mental. Sua presença adequada pode contribuir para um estado de maior calma e foco, o que ajuda a criança a se concentrar melhor em atividades escolares e sociais. 

Embora a suplementação possa ser uma aliada valiosa, é essencial lembrar que cada criança é única. Antes de iniciar qualquer uso de suplementos, é importante avaliar carências nutricionais e necessidades individuais com um nutricionista ou médico especializado. Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais, proteínas de qualidade e gorduras boas, continua sendo a base de todo o tratamento. 

Cuidar da nutrição é, portanto, uma forma de cuidar do cérebro. E quando falamos de TDAH, esse cuidado pode representar um passo importante para que a criança desenvolva todo o seu potencial, com mais foco, serenidade e confiança. 

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